Vivência: como são e o que pensam as crianças hoasqueiras?

16 de maio de 2012

Foi publicado na Revista Brasília Médica, volume 48, um artigo científico referente a pesquisa feita com os jovens hoasqueiros das décadas de 80 e 90. Este trabalho, desenvolvido por Júlia Mota, Edson Saraiva Neves, Erica M. Almeida e Janine Rodrigues, registra o resultado da vivência de nossos jovens em ambiente proporcionado pelo Centro Espirita Beneficente União do Vegetal.

Ao saber da publicação, um dos jovens ouvidos na pesquisa utilizada no artigo, hoje um Mestre na União, assim manifestou-se:

 

Caros Amigos,

Esta mensagem me trouxe um sentimento de gratidão bem profundo, pois posso dizer que eu sou hoje um adulto que, menino outrora, recebi algo do início desse trabalho de orientação religiosa, no final dos anos 70 e início dos anos 80 no Núcleo Samaúma, em São Paulo.

Fazíamos atividades lúdicas, encenações teatrais de temas ligados ao Natal, São João, entre outros. Tivemos um espaço, já como pré-adolescentes, para fazermos artesanatos e participarmos das promoções, festas e bazares beneficentes e hoje tenho participado com alegria desse trabalho, já bem melhor estruturado, sendo aplicado aos meus filhos, afilhados e sobrinho.

Gratidão a todos que iniciaram o plantio dessa semente de Amor e votos que esse trabalho continue firme e forte, pois afirmo com convicção que é um trabalho bastante importante. Sentir-se incluso, participante, é inesquecível para o coração da criança e até hoje, é motivo de honra para mim, enquanto Caianinho e aprendiz de Discípulo do Mestre.
Por ocasião do Encontro de Jovens realizado no Núcleo Samaúma em 2008, fizemos uma composição a diversas mãos e que diz, em um trecho:

“O Futuro é agora,
Agora é hora de plantar.
O Futuro é agora!
Guarde sempre na lembrança,
Seus amigos, sua infância.
E viva todo dia,
sendo o que você quer ser”

Rodrigo Polignano

A integra do artigo pode ser lida no site da Associação Médica de Brasília clicando aqui.

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2ª Capacitação de Plantadores e Zeladores

11 de maio de 2012

Aconteceu nos dias 28, 29 e 30 de abril a 2ª Capacitação de Plantadores e Zeladores de nossas plantas sagradas na Central de Formação de Plantadores– CFP, em São João da Baliza- RR, sob a coordenação de Henrique Cattanio, Presidente da CFP.

Com a participação de 108 inscritos mais o pessoal de apoio, o curso transcorreu dentro do programado e com resultado bastante otimista. No dia 28, distribuídos em 4 grupos de 25 pessoas houve o treinamento em Sistemas Agroflorestais e Vivências Caianinhas, MÓDULO 1, Colheita e seleção de sementes, mudas nativas de mariri, preparação de mudas com folhas, nó e sementes. MÓDULO 2, Preparo de compostagem e fertilizantes biológicos líquidos, correção do solo e adubação, preparação de viveiros, produção de mudas, escolha do local para plantio, demarcação e abertura de covas e plantio das espécies. MÓDULO 3, Apresentação do que é uma agrofloresta, construção de uma parcela agroflorestal, demarcação da área, com uso de trena, GPS e bússola, escolha de espécies e respectivos espaçamentos, demarcação e abertura de covas, correção do solo e adubação e plantio das espécies. MÓDULO 4, Encontrar água pelo método natural, orientação e navegação com bússola e pelos recursos naturais e manejo e utilização de ferramentas e equipamentos (opcional). No dia 29, aconteceu as Vivencias Caianinhas com caminhada na floresta e preparação de pomadas. No dia 30 tivemos a pesquisa e colheita de mariri nativo.

Também houve o lançamento da campanha de Sócios Colaboradores da CFP, visando o funcionamento e manutenção de suas instalações e da área de floresta, além dos investimentos para a futura autossustentabilidade da Central.
Foram criadas 4 categorias de sócios: Sócios Breuzim, destinados aos irmãos da 16ª região, os fundadores e responsáveis pelo funcionamento da Central, os quais vem ligando este trabalho em nós e Sócios Mulateiro, Sócios Castanheira, E Sócios Imburana de Cheiro.

Em breve será lançado um Vídeo Institucional para distribuição aos Núcleos DA udv na divulgação da Missão e dos Objetivos da Central. Foram dias maravilhosos cheios de aprendizados e encantamentos com a beleza natural do local onde funciona a CFP. Ainda no dia 29 tivemos uma Noite Cultural com muita alegria e diversão, com show de talentos.

Esta iniciativa é exclusiva a sócios de dirigentes do Centro, e visa manter e fortalecer os vínculos dos atuais associados com as origens da UDV e seus valores essenciais, e como parte dessa essência, proporcionar vivências em ambiente florestal e a transmissão de conhecimentos da cultura cabocla.

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Coordenação do Dia do Bem Verde apresenta primeiros resultados da campanha

20 de abril de 2012

Sob a Coordenação do Departamento de Beneficência da Diretoria Geral e da Sede Geral, 146 núcleos e 22 Unidades Assistenciais, em parceria com a Associação Novo Encanto de Desenvolvimento Ecológico, realizaram no dia 24 de março do corrente ano o Dia do Bem Verde.

UDV e Novo Encanto promovem Dia do Bem Verde

Dia do Bem – Um marco de solidariedade e alegria

Dia do Bem [26 de março]

E já chegou o Dia do Bem…

Beneficencia da UDV promove o Dia do Bem

Trata-se de ação social, educacional, cultural, ecológica, sócio-ambiental, de adesão voluntária, iniciada em 2011, por ocasião da celebração do cinquentenário da União do Vegetal, e que hoje integra a agenda anual do Departamento de Beneficência, em decorrência das experiências exitosas nas suas primeira e segunda versões.

 

DMD - Nucleo Divino Manto

DMD - Nucleo Divino Manto

As atividades foram realizadas em todo o País e nas 19 Regiões do Centro, incluindo o exterior. Na Espanha, o Núcleo Inmaculada Concépcion, por razões específicas – a  necessidade de atender também a irmandade nessa ocasião – realizará o Dia do Bem Verde no próximo dia 5 de maio de 2012.
Consideramos significativa a parceria com a Novo Encanto e os avanços nessa segunda edição.  A título de exemplo, em 2011 obtivemos  3.119 voluntários no Brasil e 103 no exterior – EUA e Europa. Foram realizados 37.186 atendimentos em todo País, contabilizando 16.195 beneficiários, dentre famílias, crianças, adolescentes, comunidades, além de 80 atendimentos no exterior beneficiando 80 idosos.
Já em 2012 contabilizamos 6.392 voluntários; 33.108 beneficiários; 57.412 atendimentos. Além disso, solicitamos também aos Coordenadores Regionais que nos informassem o quantitativo de parcerias, contrapartidas e investimentos.
O quesito investimento diz respeito às doações em espécie e/ou em materiais, tais como remédios, alimentação, equipamentos etc. – tanto dos parceiros como da irmandade da UDV – para a realização dessa iniciativa. Contabilizamos, então, 211 parcerias, entre as governamentais e não-governamentais, e R$ 75.720 (setenta e cinco mil, setecentos e vinte reais) em investimentos/doações financeiras.
Os dados aqui registrados não são completos. Porém, expressam o potencial de trabalho voluntário e colaborativo da UDV. Realizamos essas ações no decorrer de todo o ano, em todas as regiões, aplicadas às comunidades locais. Mas esse dia em especial – Dia do Bem Verde -  é quando o Centro se mobiliza numa ação conjunta, simultânea, como reconhecimento à grande obra beneficente instituída por mosso Mestre Gabriel: a União do Vegetal.

Apresentações artísticas, oficinas, palestras, aconselhamentos em saúde, oportunidades de captação profissional, serviços sociais, ações sócio-ambientais, dentre outras, integraram a programação do Dia do Bem Verde-2012, em todo o País e no exterior.

Vale ressaltar que a prestação de serviço da Novo Encanto junto à sociedade civil, somada aos trabalhos em todos os Núcleos e Unidades  Assistenciais/Beneficentes da UDV, respalda e confirma o título de Utilidade Pública Federal do Centro. Da mesma forma, a condição de Organização de Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) da Novo Encanto. Ambas as instituições são efetivamente parceiras e complementares – uma como braço social e a outra como braço ambiental da UDV.

Por:  Angela Maria Martins  – Coord. Do Dia do Bem Verde/2012

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Lançada pedra fundamental do Memorial José Gabriel da Costa

5 de abril de 2012

Em Porto Velho, à avenida Joaquim de Araújo Lima, 1.419, antiga rua Abunã, bairro Olaria, uma pequena casa será reconstruída. A pedra fundamental do projeto foi lançada na manhã do último domingo, na presença de centenas de pessoas de diversas partes do Brasil. Apesar de simples, a residência deverá atrair a visita de pessoas de todo o País e também de praticamente toda a Europa, Estados Unidos e Austrália.

No terreno, morava com sua família o ex-soldado da borracha José Gabriel da Costa, o Mestre Gabriel, que juntamente com alguns discípulos fundou o Centro Espírita Beneficente União do Vegetal (UDV). Trata-se da primeira religião genuinamente brasileira, iniciada no local onde agora existe apenas um terreno. Em geral, as pessoas que participam da sociedade e que não moram em Porto Velho querem ver onde a União do Vegetal começou.

Na solenidade de lançamento da pedra fundamental, o Mestre Jair Gabriel da Costa, de 61 anos de idade, pertencente à administração geral da UDV, explicou que em 1965 Porto Velho não era como é hoje. No local havia duas pequenas casas, uma onde morava Mestre Gabriel com a família e outra onde era distribuído o chá Hoasca.

“Por trás das casas já havia floresta. Hoje eu moro fora de Rondônia, em uma cidade grande. Me perguntam como era o lugar onde se começou a distribuir o Vegetal em Porto Velho. Por mais que eu explique, sempre tem a compreensão local, baseada no lugar onde a pessoa vive. E temos aqui presente o (discípulo) mais antigo. O primeiro que chegou, o Mestre Braga”, disse o Mestre Jair.

Raimundo Carneiro Braga, o Mestre Braga, de 82 anos, contou que encontrou com o Mestre Gabriel no início de julho de 1965, em sua casa, naquele terreno. Ele explicou que naquele lugar não havia praticamente nada materialmente, mas havia o Mestre Gabriel.

“Por isso eu sempre digo que no começo não tínhamos nada, mas ao mesmo tempo tínhamos tudo. A União do Vegetal nasceu dentro da simplicidade. Nosso Mestre viajou mas nos deixou aqui, para dar continuidade ao seu trabalho”, disse Mestre Braga.

Réplica
Durante o lançamento da pedra fundamental do Memorial José Gabriel da Costa, o Mestre Central da Primeira Região, que abrange Porto Velho, Candeias e Guajará-Mirim, Mestre Luiz Cardoso, explicou que sócios de todo o Brasil e do exterior constantemente chegam a Porto Velho e pedem para visitar o lugar onde morava o Mestre Gabriel. “Mostrávamos o terreno e explicávamos como era a casa”, detalhou.

Mestre Luiz Cardoso disse, ainda, que Porto Velho é uma cidade citada constantemente nos núcleos da União do Vegetal no exterior, onde os discípulos precisam aprender a falar Português para receber graduações dentro da sociedade. Segundo ele, o memorial deve trazer muita gente à Capital de Rondônia, porque os sócios vão querer conhecer a réplica da residência.

O Mestre Mário Filho, integrante do Conselho da Representação Geral da UDV, explicou que o trabalho desenvolvido pelo Memorial José Gabriel da Costa é muito importante, porque colabora com a preservação das raízes da União do Vegetal. Ele participou de duas sessões na residência do Mestre Gabriel.

De acordo com o Mestre Mário Filho, deve ser lembrado o trabalho desenvolvido pelo Mestre José Carlos Garcia, o primeiro presidente do Memorial José Gabriel da Costa.

Preparativos
O presidente do Memorial José Gabriel da Costa, Mestre Plinio Martins de Oliveira, coordenou durante dois meses as atividades no terreno onde foi lançada a pedra fundamental. O trabalho foi intensificado durante as últimas duas semanas. Ele explicou que já realizou uma campanha de doação e deverá iniciar outra, para começar logo a construção.

O resultado do trabalho agradou as pessoas que estiveram presentes à solenidade. O muro foi pintado de azul e branco e o portão foi trocado. Como havia possibilidade de chuva, oito tendas foram alugadas, cobrindo quase todo o terreno. Lonas também foram utilizadas para terminar a cobertura e foram alugados banheiros químicos.

Mestre Plínio explicou que o Memorial José Gabriel da Costa não será unicamente a réplica da casa do fundador da UDV. Segundo ele, a intenção é que Porto Velho seja um centro de pesquisas do chá Hoasca. “Queremos oferecer aos interessados um local onde seja possível ter acesso a informações e estudos científicos sobre o Vegetal que utilizamos em nossos rituais religiosos”, acrescentou.

O secretário de Cultura, Esportes e Lazer, Francisco Leilson “Chicão”, que também participou da solenidade, disse que o memorial é importante para mostrar a origem da União do Vegetal. Professor de História, Chicão afirmou ser importante preservar as raízes da primeira religião criada no Brasil, que está se expandindo em diversos países.

“Em nome do Mestre Braga, cumprimento todos os mestres presentes nesta solenidade. Com essa atividade será possível mostrar parte do legado deixado pelo Mestre Gabriel, o fundadorda UDV. É importante manter viva qualquer iniciativa que leve o bem para a humanidade”, disse Chicão.

O secretário da Secel adiantou que já havia tido contato com o projeto anteriormente, reconhecendo sua importância. “Rondônia deve intensificar o trabalho de preservação da cultura de seu povo. O poder público precisa apoiar e também incentivar iniciativas como essa”, afirmou.

Plantio
Mestre Pequenina, de 83 anos de idade, viúva de Mestre Gabriel, disse durante a solenidade que estava relembrando quando a família morava naquele pedaço de terra. Ela contou que inicialmente Mestre Gabriel falava em ir para Salvador (BA), mas como lá não havia o cipó Mariri e a árvore Chacrona, cujas folhas são utilizadas para preparar o Vegetal, também conhecido como Hoasca, todos ficaram em Porto Velho.

“A União do Vegetal começou como se fosse um plantio. Depois, Mestre Gabriel, juntamente com alguns discípulos, conseguiu um terreno um pouco mais distante daqui. Naquele lugar foi construído o Núcleo Mestre Gabriel. Agora, essa área onde moramos anteriormente jamais será esquecida. Aqui se originou essa sociedade”, disse Mestre Pequenina.

O Mestre Geral Representante, Francisco Herculano de Oliveira, de 77 anos, pediu à irmandade que apoie no que for possível o presidente do Memorial Mestre Gabriel, Plínio Martins de Oliveira, dentro de suas atribuições. Ele afirmou que o trabalho que será realizado no terreno onde residia o fundador da União do Vegetal é importante para dar à sociedade uma demonstração do que representa a UDV.

“Nós que estamos aqui sabemos muito bem o que significa esse chá misterioso. Mas é bom mostrar isso às demais pessoas. Desejo que Mestre Gabriel, o nosso guia espiritual, esteja sempre presente em nossas vidas. E que este memorial receba o auxílio de todos os sócios, não somente dos que residem em Porto Velho. Apoio é fundamental, principalmente no início desse trabalho”, acrescentou Mestre Herculano.

Cápsula
Após a composição da mesa e depois do pronunciamento de fundadores do Centro Espírita Beneficente União do Vegetal e do secretário Francisco Leilson “Chicão”, houve o lançamento da cápsula do tempo. Trata-se de uma urna hermeticamente fechada onde são colocados alguns documentos para a posteridade.

O Mestre José Carlos Garcia colocou cópia do estatuto do Memorial José Gabriel da Costa, enquanto Mestre Braga inseriu na cápsula exemplares de jornais que noticiaram o lançamento da pedra fundamental. A Conselheira Dioneia Braga colocou cópia de uma carta enviada pelo Mestre Gabriel a um discípulo chamado Bacurau. A Conselheira Jandira Gabriel inseriu cópia de um documento publicado por Mestre Gabriel no jornal Alto Madeira, chamado “Velado enquanto dorme”.

Logomarca

A logomarca da Associação José Gabriel da Costa foi desenvolvida pelo design gráfico Walter Badaró e traz em sua composição a forma de um selo inspirado nas diversas cartas que o Mestre Gabriel mandou aos seus discípulos conceituando desta forma o caráter da Associação de ser um Memorial. A imagem de uma casinha representando a antiga sede sob o sol, lua e estrela trazendo o Símbolo da União representa a recriação da UDV.

No final da solenidade o Mestre Carmiro Gabriel depositou sob a cápsula a tampa de isolamento e Getúlio Gabriel a fixou com argamassa e areia.

Por Nilton Salina.

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Inventário Cultural da Ayahuasca

2 de abril de 2012

Por Edson Lodi*

É imensa a importância e a profundidade das práticas culturais ayahuasqueiras neste país de grande diversidade, plasticidade e capacidade de articulação e integração sincrética nos planos ético e estético vinculados a práticas religiosas.

Foto: Julio Trazzi

Em 2008, fui convidado pela deputada Perpétua Almeida (PCdoB/AC) para um encontro na Assembleia Legislativa de Rio Branco, Acre, com algumas das principais lideranças ayahuaqueiras do estado. Contamos com a presença dos assessores da deputada, Paulo de Tasso e Fátima Nobre, e também de membros da direção da União do Vegetal (UDV) em Rio Branco. Iniciou-se, na ocasião, um grande passo para o reconhecimento, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), do uso ritualístico da Ayahuasca como Patrimônio  Imaterial da Cultura Brasileira.

Na sequência, naquele mesmo ano, foi entregue ao então ministro da Cultura Gilberto Gil, por ocasião de sua visita ao Acre, um documento solicitando o registro do “Uso Ritual da Ayahuasca” como Patrimônio Imaterial da Cultura Brasileira, assinado pelos responsáveis das Fundações Culturais do Estado do Acre e do Município de Rio Branco e pelos dirigentes do Alto Santo, da Barquinha e da União do Vegetal.

Ainda que não pairem dúvidas quanto à legitimidade do uso do chá Ayahuasca nos rituais religiosos, conforme resolução do Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas (CONAD), construída após amplo debate entre os segmentos mais representativos do uso da Ayahuasca nos centros urbanos, persistem preconceitos motivados, em grande parte, pelo desconhecimento do assunto.

Estes embates com o poder público têm sido oportunidades singulares para o avanço neste processo de institucionalização, mesmo que o primeiro momento deste embate ocorra sob o símbolo do preconceito, da repressão e da falta de conhecimento do poder público e da sociedade mais ampla em relação às religiões ayahuasqueiras. Todavia, sabemos que não existem acasos. E o que parece coincidências são, na verdade, sinais, caminhos deixados. As pedras no caminho muitas vezes são o caminho das pedras. Então, onde nós encontramos uma dificuldade, uma prisão, uma repressão, na verdade às vezes é a abertura para uma realização futura. (Alves apud Bernardino Costa, 2011, p. 250)

O momento é oportuno para reiniciar a busca de novos parâmetros, na continuidade do diálogo com o Estado, que possam demonstrar a contribuição cultural do uso da Ayahuasca à sociedade brasileira, além dos aspectos jurídicos e farmacológicos – etapas que já nos parecem vencidas. Caminho este já apontado pela requisição encaminhada ao Conselho Federal de Entorpecentes (Confen), em 1985, em defesa do uso ritualístico da Ayahuasca: A solicitação de reexame da matéria, inclusive sob os aspectos de ordem sociológica, química, farmacológica, antropológica, cultural e jurídico-constitucional, prende-se ao fato de a referida substância ser utilizada na preparação de um chá, por algumas entidades de cunho religioso, dentre elas o Centro Espírita Beneficente União do Vegetal, sociedade esta com cerca de 2.000 sócios, sendo já reconhecida como de Utilidade Pública em diversos lugares. (Confen, 1985)

Sentiu-se, portanto, a necessidade de voltar nosso olhar – até então diligente no trato das questões químicas, farmacológicas e jurídicas –, para os aspectos antropológicos e culturais envolvidos no uso ritualístico da Ayahuasca. Este é o momento de se debruçar sob este grande manancial e nele resgatar, registrar, inventariar e salvaguardar as expressões culturais e a imensa variedade de saberes, ofícios e celebrações, presentes na cosmologia ayahuasqueira.

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Nova diretoria da Novo Encanto é eleita em Assembléia Geral

26 de março de 2012

A Associação Novo Encanto de Desenvolvimento Ecológico realizou, no dia 18 de março de 2012, a assembléia geral ordinária para eleger a nova diretoria da entidade para o triênio 2012-2015. A assembléia foi realizada na Sede Geral do Centro Espírita Beneficente União do Vegetal, em Brasília, durante o Encontro Nacional da Novo Encanto, que ocorreu nos dias 17 e 18 de março. A nova diretoria foi eleita por aclamação e tomou posse durante a assembléia.

Foto: José Tito

O Mestre Genis Garcia Pereira Junior foi reeleito presidente da Novo Encanto. Além dele, também integram a nova diretoria Hamilton Viroli (vice-presidente administrativo-financeiro), Raul Monteiro (vice-presidente do Seringal), Iara Reinke (vice-presidente de Educação) e Leonel Generoso (vice-presidente de Projetos). Durante a assembleia também tomaram posse os membros do Conselho Fiscal e do Conselho Deliberativo.

Na ocasião, o Mestre Geral Representante, Francisco Herculano de Oliveira, expressou sua satisfação por poder participar daquele momento. “O trabalho da Novo Encanto é muito importante para a União do Vegetal e fico bem feliz por estar aqui e ver que as pessoas estão motivadas para trabalhar pela obra do Mestre Gabriel e pelos ensinos que ele deixou para nós”, disse o Mestre Herculano, que também é membro do Conselho Deliberativo da Novo Encanto.

Para o presidente da associação, Genis Garcia Pereira Junior, o triênio que se inicia promete ser um marco na história da Novo Encanto, que deseja fortalecer ainda mais os trabalhos que já são desenvolvidos e iniciar um período de profissionalização da instituição. “Para que a Novo Encanto possa cumprir de maneira ainda mais efetiva os seus objetivos, precisamos nos tornar profissionais. Já estamos caminhando para isso”, explicou o Presidente.

Encontro Nacional

O Encontro Nacional da Novo Encanto reuniu pessoas de vários estados brasileiros, unidas pela vontade de contribuir com os trabalhos realizados pela associação. No primeiro dia do encontro, os participantes formaram cinco grupos distintos, denominados integração, educação, administração, comunicação e captação. Os grupos receberam os resultados das reuniões de planejamento estratégico realizadas em Salvador e São Paulo e foram orientados a avaliar e complementar as ideias apresentadas para cada área. A partir das avaliações e sugestões dos grupos, foi elaborado um planejamento de ações para o triênio que se inicia.

Veja quem são os membros do Conselho Fiscal e do Conselho Deliberativo da Novo Encanto:

Fonte: Assessoria de Comunicação NE

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UDV e Novo Encanto promovem Dia do Bem Verde

21 de março de 2012

Da pequena cidade de Coração de Maria (BA), até os seringais de Rondônia toda a vida do Mestre Gabriel é uma história de dedicação em busca da evolução espiritual e bem estar das pessoas que a ele se achegam em busca de luz, paz e amor.

Em 2012, ano em que festejamos os 90 anos do Mestre Gabriel, o Centro Espírita Beneficente União do Vegetal e a Associação Novo Encanto de Desenvolvimento Ecológico formam uma parceria para fortalecer a ação do Dia do Bem, que este ano ganha o caráter ambiental, ficando intitulado como Dia do Bem Verde. Além da prestação de serviços sociais, teremos como foco também atividades relacionadas à educação ambiental, compensação por emissão de CO2 durante os eventos, plantios, palestras, e outras.

Foto: José Ayres

Em 2011, o Dia do Bem mobilizou diversos núcleos e casas assistenciais do Centro, demostrando a capacidade de mobilização e voluntariado da irmandade de Norte ao Sul do país e também nos EUA e Europa. Ao todo foram mais de três mil voluntários, aproximadamente 20 mil beneficiados e 39 mil atendimentos. Dando seguimento ao trabalho iniciado pelo M. Gabriel de praticar o bem

Este ano, o Dia do Bem Verde será realizado no dia 24 de março, sábado anterior ao dia 27 de março, quando festejamos o dia da Ressurreição do Mestre. A abertura do Dia do Bem Verde será realizada no dia 21 de março (quarta-feira), as 20h, no Espaço Vip do Hotel Lake Side – Brasília-DF. Haverá apresentação cultural e a palestra “Ciência e Espiritualiade” ministrada pelo Dr. Edison Saraiva, do Quadro de Mestres da Sede Geral.

O evento será transmitido” online”. Clique aqui.

Clique aqui e assista ao vídeo institucional do Dia do Bem (2011).

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Mestre Gabriel é homenageado com nome de rua em Porto Velho

11 de março de 2012

A rua onde está localizado o Núcleo Templo de Salomão, em Porto Velho-RO, tem agora o nome de Mestre Gabriel. A homenagem foi aprovada pela Câmara de Vereadores, na noite do dia 5 de março de 2012, quando os parlamentares municipais derrubaram, de forma unânime, o veto do Executivo Municipal ao projeto anteriormente aprovado no final do ano passado.

A proposta foi apresentada pelo vereador Jaime Gazola, do PV, que tem um assessor (Fabrício Souza) que é sócio da UDV. A irmandade fez o trabalho de coleta de assinaturas, conseguindo mais de 70% de apoio dos moradores. No final de 2011, o autor do projeto estava de licença e a idéia foi encampada pelo seu substituto, João Bosco, com auxílio do assessor dele, João Abelha, do Quadro de Mestres do Núcleo Mestre Gabriel.

As galerias estavam lotadas pelos discípulos do Núcleo, desde a direção até o Quadro de Sócios. Vale ressaltar que durante o dia o presidente da Diretoria, Mestre Márcio Túlio Melo Diniz, visitou o gabinete de todos os 15 vereadores. Com a firme manifestação dos caianinhos, até o líder do Prefeito na Câmara, vereador Cid Orleans, pediu ao seu partido – PT – que derrubasse o veto, o que, para nossa alegria, aconteceu sem nenhum voto contra.

Agora, o projeto será publicado no Diário Oficial e passará a ser lei. Assim, oficialmente, chamar-se-á Rua Mestre Gabriel o logradouro em que fica a sede do Núcleo Templo de Salomão.

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Biografia do Mestre Gabriel é lançada em Brasília

16 de fevereiro de 2012

O lançamento da biografia do Mestre José Gabriel da Costa, realizado no dia 14 de fevereiro passado, foi um sucesso de vendas e de público. Mais de 300 pessoas compareceram ao evento, que se iniciou pontualmente às 19h30, no Salão Nobre Luiz XV do templo da Legião da Boa Vontade (LBV), em Brasília. Intitulado “Mestre Gabriel – O Mensageiro de Deus”, o livro traz um resumo da vida e obra de José Gabriel da Costa, mestre-fundador do Centro Espírita Beneficente União do Vegetal, desde a infância – formação, família, meio social – até a (re)criação da UDV nos seringais amazônicos e sua posterior organização em Porto Velho. Esta biografia autorizada, além de dar visibilidade pública ao Mestre Gabriel e à UDV, é a homenagem que o Centro presta à memória de seu fundador, na ocasião de seus 90 anos de nascimento.

Ruy Fabiano autografando a biografia do Mestre Gabriel, o Mensageiro de Deus

Autor recebe amigos durante lançamento em Brasilia. Foto: Julio Trazzi

 De acordo com o presidente da Diretoria Geral da União do Vegetal, m. Carcius Azevedo, a publicação traz um registro de grandeza histórica inquestionável. “Os sócios da União e outros que ainda não são sócios poderão usar este livro como manancial de pesquisa e conhecer mais de perto este homem que, de forma ímpar, enfrentando diversos tipos de dificuldade, iniciou a construção de uma religião que, mesmo antes de inteirar meio século de existência, já estava presente em quatro continentes do Planeta”, observou.

A Representação Geral da UDV já havia verificado a necessidade de noticiar a biografia há alguns anos, mas a determinação para que a Diretoria Geral fizesse o lançamento aconteceu em 2008. De lá para cá, a decisão passou por diversas fases, até se materializar. Segundo o m. Flávio Mesquita, que presidiu a DG no mandato anterior, a publicação teve o objetivo de preservar a História do Mestre, pois ela poderia ser escrita por qualquer pessoa que se apresentasse como seu discípulo, sem conhecer verdadeiramente a sua vida. “A necessidade de a UDV registrar esta biografia aumentou, consideravelmente, depois que o CONAD reafirmou o uso religioso da Hoasca”, esclareceu, ao recordar o apoio que o Conselho Nacional de Políticas Sobre Drogas deu ao movimento liderado pela UDV, que oficialmente permitiu o uso responsável do Vegetal para fins religiosos. “Este lançamento representa o marco entre o falso e o verdadeiro e esclarece à sociedade, de maneira geral, a originalidade da União do Vegetal”.

Para M. Francisco Herculano, Mestre Geral Representante da UDV, que conviveu com M. Gabriel no início da União do Vegetal, a publicação mostra que a UDV está em uma nova fase, na qual todas as pessoas podem conhecer detalhes da vida do fundador da religião. “A União do Vegetal continua crescendo, e para continuar este crescimento com mais critério é preciso que todos procurem ser honestos e caminhar com sinceridade, da mesma forma que o Mestre Gabriel nos ensinou com seu exemplo, pois só assim é possível crescer com Luz, Paz e Amor”.

“O peso da responsabilidade”

A simplicidade é a marca dos grandes homens.” Ruy Fabiano (autor do livro) Foto: Julio Trazzi

Na opinião do m. Ruy Fabiano, registrar a História deste “Mensageiro de Deus” foi o maior desfio de sua carreira. Jornalista e escritor respeitado, Ruy já publicou biografias de pessoas famosas, além de vários livros de sua autoria. No entanto, segundo ele, nenhuma de suas obras exigiu tanto esforço, pesquisas e comparações com a história do objeto pesquisado.

Renomado profissional, ex-correspondente de guerra, acostumado a registrar a história política e econômica do país e do mundo por meio dos jornais em que trabalhou ou de sua coluna atual, o responsável pela edição desta Biografia disse que sentiu o peso e o valor da responsabilidade: “Ao escrever o primeiro livro com a História de Mestre Gabriel, contei com o apoio da direção da UDV, especialmente dos Mestres Antigos formados por Ele, e tive o sentimento de que este livro é o ponto de partida de outras reflexões que virão no futuro, pois registra o trabalho de Mestre Gabriel, que é para a eternidade”.

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Mestre Gabriel, o Mensageiro de Deus

14 de fevereiro de 2012

“ Quem é esse personagem misterioso e fascinante, que, com tão escassa escolaridade, e em meio tão inóspito, incursiona pela mais refinada filosofia e marca, com sua presença, um novo momento no processo de evolução espiritual da humanidade? É o  que este livro, que não tem propósito doutrinário, se dispõe a examinar, traçando-lhe o perfil biográfico e expondo a obra que deixou.”

A biografia de José Gabriel da Costa, escrita pelo jornalista e escritor Ruy Fabiano e editada pelo CEBUDV, faz História,  trazendo  informações antes reproduzidas oralmente,  por ocasião dos 90 anos de nascimento de Mestre Gabriel. As ilustrações, simples e expressivas, são de Marcelo Bicalho. O livro também traz um primoroso arquivo fotográfico dos ambientes e dos primeiros sócios da UDV, assim como dos familiares de Mestre Gabriel. Há fotografias tiradas por sócios das origens da UDV, como Mestre Cícero, Mestre Francisco Herculano, pelo responsável pelas pesquisas históricas da instituição, mestre Yuugi Makiuchi, por Luiz Trazzi, por Bento Vianna e por Rubens Américo Luz (fotógrafo da revista Cruzeiro, que registrou Mestre Gabriel em reportagem de 1971). São 236 páginas escritas com coração e muito trabalho de pesquisa. E como tudo que diz respeito à União do Vegetal, a colaboração de muitos foi decisiva para um resultado de grande importância afetiva, histórica e institucional.

É uma preciosa narrativa a respeito de um verdadeiro gabriel (em hebraico, mensageiro de Deus), como dito pelo próprio autor.

“A simplicidade é a marca dos grandes homens.” Ruy Fabiano.

O texto claro de Ruy Fabiano não alimenta fanatismo: começa pela contextualização de pessoas que auxiliam a humanidade a encontrar mais equilíbrio – os Mensageiros -, e a partir da descrição das circunstâncias do desencarnamento do Mestre Gabriel, mostra o vigor e a consistência do plantio e da colheita do trabalho desenvolvido com base na palavra do fundador do Centro Espírita Beneficente União do Vegetal. Um ciclo se estabelece – morte e vida, trabalho e conquista.

O conteúdo da obra reflete o convívio fraterno compromissado e responsável dos primeiros irmãos, assim como a dedicação daqueles que se empenharam em colher os registros da historia de José Gabriel da Costa, além do legado espiritual de Mestre Gabriel. Trata-se de um documento importante tanto para os sócios da UDV quanto para aqueles que quiserem conhecer a União do Vegetal.

O livro está organizado em duas partes: Da Bahia à Amazônia (18 capítulos) e A UDV em Porto Velho (15 capítulos). Também consta da edição um resumo da pesquisa Farmacologia Humana da Hoasca, estudo que referencia internacionalmente o estudo do Chá Hoasca, publicado na década de 90 em revistas científicas especializadas.

Na primeira parte de Mestre Gabriel, o Mensageiro de Deus, Ruy Fabiano referencia a União do Vegetal em relação às outras religiões na história da humanidade, e relata casos da vida de José Gabriel, sua infância, caminhada e o nascimento da UDV.

“Já passei por diversas religiões, procurando um jeito de auxiliar a humanidade, tirar a maldade do coração das pessoas e não encontrei. Só fui encontrar esse jeito no Vegetal.” Mestre Gabriel.

A biografia do caboclo simples que veio ser o guia espiritual da UDV está relatada em episódios que mostram as condições de sobrevivência de sua família de origem, no interior da Bahia. A religiosidade, a camaradagem, o humor e a simplicidade pertencem a uma formação familiar bem estruturada.

“O pai, desde cedo, ensinou os filhos a trabalhar. Aos dezoito anos, cada qual recebia um pedaço de terra para cultivar e auxiliar na alimentação”. Depoimento de Antonio Gabriel da Costa, irmão de Mestre Gabriel, a Edson Lodi.

As dificuldades vividas por Mestre Gabriel desde cedo para realizar sua missão, nem sempre percebidas na dimensão doutrinária conhecida por seus discípulos, são expostas  aqui com mais clareza. Como quando ele sai de casa ao alistar-se como Soldado da Borracha, viaja de barco para a Amazônia e encontra a realidade dos milhares de homens chamados para colher seringa e produzir borracha a ser utilizada na 2ª Guerra Mundial:

“No porão, infecto e sem ventilação, iam os rapazes solteiros; na parte de cima, “área nobre”, mas em condições assépticas assemelhadas, viajavam as famílias. Não era permitido aos que estavam no porão, entre os quais José Gabriel, subir ao convés. Havia guardas nas escadas de acesso para impedi-lo, se preciso mediante o uso de força”.

A dimensão do que aconteceu com os Soldados da Borracha, em locais distantes dos grandes centros, foi subdimensionada por muito tempo. Só pessoas envolvidas com aqueles acontecimentos e historiadores que pesquisaram o período sabem alguma coisa sobre como foi, o que realmente aconteceu.  Conta Ruy Fabiano:

“Foram convocados 57 mil rapazes, todos, como Mestre Gabriel, nordestinos, a maioria do Ceará (cerca de 30 mil). Dos 25 mil pracinhas da FEB, morreram 465; dos soldados da borracha, 30 mil. Nesse ambiente, em meio aos mais diversos tormentos, à margem dos recursos e benefícios da civilização, José Gabriel da Costa constitui família, torna-se seringueiro-modelo – um tuchaua –, exibe dons e conhecimentos singulares e começa a reunir crescente número de discípulos e admiradores. No final da década dos 50, encontra-se com o chá Hoasca (também conhecido por ayahuasca, daime ou Vegetal), sacramento da ordem religiosa que cria, e cujas origens milenares evoca, vinculando-as à tradição monoteísta judaico-cristã, renovando-a e graduando-a, com novas revelações espirituais”.

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